Concordo que Tiradentes foi um Herói


La embajada de Brasil realizó un concurso para escribir un ensayo sobre Tiradentes en Portugués, y yo decidí meterme. No gané y confieso que me quede un poco frustrada porque me leí dos libros para poder escribir en el ensayo, y la ganadora cuando le dieron el premio dijo que se había puesto a escribir la noche anterior a la entrega. Pues mi historia es distinta… me leí el libro de la Inconfidencia Minera y un ensayo de Tiradentes y su figura de héroe, estuve dos semanas escribiendo mi ensayo y esto fue lo que salió. Me siento muy orgullosa y aunque los jueces se hayan decidido por un ensayo escrito en una noche creo que el mío no quedo tan mal.

Ate meu casamento morei sempre num bairro chamado “La Agustina” na cidade de Santo Domingo, para chegar ate lá tinha que pegar a rua Tiradentes. Eu não sabia quem era Tiradentes até que comecei a estudar No Centro Cultural Brasileiro. Mesmo que meu conhecimento de Tiradentes ainda foi pobríssimo até poucos dias quando decidi ler sobre ele para escrever este ensaio.

Eu estava um pouco preocupada porque sinceramente não gosto muito da historia, contudo ler sobre Tiradentes estes dias me fez pensar sobre muitas coisas. Finalmente eu adorei conhecer sobre a vida dele.

Nestes dias onde temos crises de valores, onde não temos lideres que verdadeiramente queiram lutar por o povo sem pensar só em seus interesses pessoais, ler sobre Tiradentes me fez pensar: o que estamos fazendo mal? Quando mudo o pensamento das pessoas? Que passou na historia para que agora ninguém parece ter desejos de entregar-se de corpo e alma aos ideais? Porquê agora as pessoas só pensam em ter benefícios pessoais?

Porem estou aqui para falar de Tiradentes… Meu ensaio tem duas partes, primeiro queiro destacar as coisas interessantes para min da personalidade de Tiradentes, a segunda é uma crítica  para um artigo de Carlos Roberto Ballarotti que na minha opinião tenta diminuir a imagem de Tiradentes como herói.

Coisas que foram mais interessantes para mim de Tiradentes.

Ele soube fazer frente ante as dificuldades. Ás nove anos ele fica órfão de mãe e as onze de pai, ficou aos cuidados de seu tio e padrinho. Dos onze anos aos dez e oito,  ele aprendeu o oficio de odontologia. Não qualquer menino tem coragem para sacar o melhor de ele mesmo no meio da falta dos pães. E não só aprendeu o oficio como também o-aprendeu perfeitamente como diz a literatura que eu li: “Há provas de que punha e tirava dentes, com extraordinária perfeição”[1]

Era um homem inteligente e soube usar sua inteligência para bem da gente e da sociedade. “Optou pela carreira das Armas aos 29 anos de idade”[2]. Depois quando seus chefes fazem conta do seus conhecimentos lhe atribuem missões importantes “Os conhecimentos que Tiradentes deveria possuir eram equivalentes aos de um Engenheiro Civil e de  Minas”[3]. Não entanto ele não teria estudado nada!! Porem só lhe atribuíam missões arriscadas mais nenhuma promoção teve.

Outra coisa que foi interessante para min foi que ele teve uma impressionante visão: 100 anos depois usaram ideias de seus projetos: “O tempo se encarregaria de aprovar os seus projetos. Dom Joao VI realizou a canalização nos moldes do plano, cerca de 30 anos depois. Em 1889, o engenheiro André de Frontin trouxe para o Rio, em 6 dias, 15 milhões de litros de água… com o mesmo plano básico de Tiradentes, feito 100 anos antes” [4]

Tiradentes interessou-se pela Revolução Norte-Americana e pelo Iluminismo. Incredível ele andava por todos lados com livros sobre a independência norte-americana! andava com dicionários procurando ler os textos franceses e americanos. Mais ele não só lia para conhecer, ele era também critico dos textos que ele lia: “ Há também trechos sublinhados. Uma das anotações condena a dureza de certas penas. Outros trechos… revelam o espírito crítico de quem os leu: na página 106 — não devem existir leis retroativas — não devem existir multas exageradas, penas cruéis ou inusitadas — O militar deve estar sempre subordinado à autoridade civil” [5] Essas anotações dizem pra min que era um homem justo, democrático que cria na liberdade, era humano, pensava nas pessoas, é cruel a forma em que ele morreu fruto de tais sansões que ele criticava.

Finalmente ele entregou-se de corpo e alma ou movimento em  que ele creia, embora  isso lhe valeu sua vida. Durante três interrogatórios ele foi firme, foi valente, não teve medo, não comprometeu ninguém, não deu detalhes, um homem tem que ter muita fortaleza para manter-se firme em suas crenças ainda soube que isso lhe levaria a sua morte. Então, embora finalmente resolve confessar nega a culpa de todos e assume sozinho essa culpa. Quero pensar como ele, o que estava na sua cabeça? Eu penso que ele acreditava que, se ele se convertia no “bode  expiatório”, seus companheiros seriam liberados e continuariam com seu sonho de ver livre Brasil.

Criticas para Ballarotti

Agora vou falar do artigo de Ballarotti: “A construção do mito Tiradentes: de mártir republicano a herói cívico na atualidade”. Porque quero falar deste artigo? O artigo de Ballarotti foi o primeiro que eu li quando estava fazendo investigação para escrever o ensaio. A informação mas interessante que eu encontrei no artigo, cita uma obra do Paulo Miceli: “O mito do herói nacional”. Nela afirma ser Tiradentes o herói nacional preferido dos estudantes:  “A pesquisa foi realizada com cerca de 267 estudantes que responderam várias questões relacionadas à palavra herói: Quem é seu herói preferido? Porque ele é um herói? “ Na primeira questão Tiradentes obteve sozinho pouco menos de um quarto do total de votos: “Trata-se, sem dúvida, de um herói preferido nacionalmente e, pode-se dizer, em todas as idades”[6] Um comentário fora, por momento pensei que si na Republica Dominicana perguntam aos estudantes: Quem é seu herói preferido? Não estou certa que diriam Duarte o Mella o Sanchez, tal vez que diriam: Superman o Batman o algum de isso.

Gostei muito de uma cita de Marc Bloch: “A questão […] não e mais saber se Jesus foi crucificado, depois ressuscitado. O que se trata de compreender é como é possível que tantos homens ao nosso redor creiam na crucificação e na ressureição” (Bloch, 2001:58)[7] e parafraseou: “como é possível que tantos homens no Brasil creiam que Tiradentes foi um herói?”. Eu acho que sim ele deve ser um herói, para que tantas pessoas o-pesem.

O que desgostei do artigo de Ballarotti é que ainda ele inicialmente não tentava diminuir a figura de Tiradentes a forma em que ele presenta sua investigação termina desmerecendo-lhe, por exemplo quando ele diz: “Tiradentes não foi criado pela República, mas sua imagem foi apropriada pelos vencedores, uma vez que o novo regime necessitava de uma figura forte que apagasse o então herói D. Pedro I, a imagem forte da monarquia” [8] … o quando diz: “Tiradentes vive no imaginário popular como uma entidade sacrificada a favor do futuro da nação” [9]. Quando eu li isso me fez pensar que foi um herói criado mais não  um herói verdadeiro, por isso eu decidi ler a “historia oficial”.

Quando eu li a historia da Inconfidência Mineira e a biografia que ele tem de Tiradentes, pensei que já não ha homens como ele, os inconfidentes dessa época não são para nada como os políticos de agora, como eu diz ao principio deste ensaio penso que temos uma crises de valores e de pessoas que em verdade pensem no povo, na gente.

Se hoje houvesse homens como Tiradentes em nossos países, a situação seria melhor, porque tivéssemos homens e mulheres trabalhando por fazer melhores países e não procurando benefícios pessoais o procurando ter dinheiro para eles. Homens e mulheres sem medo, firmes, valentes, comprometidos e que empregassem sua inteligência e seu trabalho para fazer de nossos melhores países. Homens e mulheres com vocação de serviço como penso que a teve Tiradentes.

Por minha parte eu concordo com os estudantes brasileiros e de agora  para diante Tiradentes passa a ser um de meus heróis preferidos. Tal vez é momento também de pensar o que eu devo fazer por meu pais.

Bibliografia

  1. Jardim, Márcio. “A Inconfidência Mineira” Rio de Janeiro: Biblioteca do Exercito, 1989. ISBN 85-7011-141-X p. 65
  2. Ballarotti, Carlos R. “A construção do mito de Tiradentes: de mártir republicano a herói cívico na atualidade” Antíteses, vol 2. N. 3 jan-jun. De 2009, pp 201-225 http://wwwuel.br/revistas/uel/index.php/antiteses

 


[1] Ref 1 p. 65

[2] Ref 1. p.67

[3] Ref. 1. P.71

[4] Ref 1. Pag 73-74

[5] Ref 1. Pag 76

[6] Ref 2. Pags 215-216

[7] Ref 2. Pag. 213

[8] Ref. 2 Pag 202

[9] Ref 2. Pag 206

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